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Um engenheiro rockeiro

  • chaodefabricadosan
  • há 2 dias
  • 4 min de leitura

Atualizado: há 2 dias

Na arte da engenharia na Embasa
Na arte da engenharia na Embasa

Se vivo estivesse, no dia 8 de janeiro deste ano, Elvis Presley completaria 91 anos. Mas os imortais não têm idade nem limites para influenciar o mundo com sua arte. Raul Seixas era baiano, João Gilberto era baiano e Júlio Gouvea também é baiano… Êta terra mística e plural!

Hoje, na Superintendência Metropolitana de Água da Embasa, na Bolandeira, encontramos o engenheiro Julio Gouvea, pai de David, de quatro anos. Para além da engenharia, Júlio é amante da música, em especial do rock. Também toca e vive a arte, em vez de viver da arte. Júlio vive da Embasa. É um homem do bem, formado em Engenharia Civil pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), com especialização em Engenharia de Segurança do Trabalho pela CEEST/UFBA e MBA em Gestão Empresarial pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

Há 13 anos na Embasa, já passou por diversos setores e funções, sempre assumindo novos desafios e responsabilidades. Tem orgulho de fazer parte de uma empresa cuja missão é levar água tratada e saneamento à população, contribuindo diretamente para a saúde e a qualidade de vida das pessoas.

Atualmente, desenvolve seu projeto musical autoral na banda Veuliah (Instagram: @veuliahband), onde é guitarrista e compositor. Basta digitar “Veuliah” no YouTube para encontrar vídeos de shows e um álbum completo dessa galera de muito bom som.

O Boletim Chão de Fábrica bateu um papo com essa figura querida.


BCF – Julio Gouvea foi tocado pela música quando e como?


Julio Gouvea – A música sempre esteve presente na minha vida, desde criança. Na adolescência, quando conheci o rock e o metal, senti que tinha encontrado um estilo com o qual me identificava profundamente. Daí surgiu a vontade de aprender guitarra, conhecer a história das bandas e mergulhar nesse universo. Com o tempo, a música deixou de ser apenas um hobby e passou a ser uma forma de expressar sentimentos, criatividade e até de me conhecer melhor.


BCF – O que a música faz com sua vida?

Na guitarra da Banda Veuliah
Na guitarra da Banda Veuliah

Julio Gouvea – A música me equilibra. Ela é um espaço onde consigo desligar um pouco das responsabilidades do dia a dia e me conectar comigo mesmo. Tocar, compor ou simplesmente ouvir uma boa música renova minhas energias, desperta minha criatividade e me ajuda a enxergar as coisas sob outras perspectivas. É uma paixão que me acompanha em todas as fases da minha vida.


BCF – O que Elvis e os Beatles representam para você? Quais são seus ídolos na música e por quê?


Julio Gouvea – Elvis Presley e os Beatles são pilares da música moderna. Elvis ajudou a popularizar o rock para o mundo, enquanto os Beatles revolucionaram a forma de compor, gravar e produzir música. Sem eles, dificilmente o rock teria seguido o caminho que conhecemos hoje.

Mas meu universo musical sempre esteve mais ligado ao heavy metal e ao rock progressivo. Tenho admiração pelo Black Sabbath, considerado por muitos o berço do heavy metal, e por bandas como Iron Maiden, que transformou o gênero em uma verdadeira escola de musicalidade, técnica e criatividade. No rock progressivo, o Pink Floyd é uma referência pela capacidade de unir música, arte e emoção de forma única.

Também admiro nomes como Judas Priest, Metallica e Dream Theater, que ajudaram a expandir os horizontes do metal, cada um com sua identidade e contribuição. Todos eles, à sua maneira, contribuíram para a evolução do rock e do metal. São referências que despertaram em mim a vontade não apenas de ouvir música, mas também de tocar, compor e, hoje, desenvolver um trabalho autoral com a Veuliah.


BCF – Como a música ajuda no seu cotidiano como engenheiro e gestor?


Julio Gouvea – Muitas pessoas enxergam engenharia e música como mundos completamente diferentes, mas eu vejo várias semelhanças entre eles. Ambos exigem disciplina, dedicação, estudo e atenção aos detalhes. A engenharia desenvolve o raciocínio lógico; a música desperta criatividade, sensibilidade e percepção. Como gestor, acredito que esse equilíbrio me ajuda a ouvir melhor as pessoas, lidar com desafios e buscar soluções de forma mais humana e criativa.


BCF – A Quinta Sinfonia de Beethoven é comumente utilizada em tratamentos musicoterápicos. É uma obra composta no início do século XIX, o que demonstra a perenidade e os efeitos de uma boa música. Qual é a trilha sonora da sua vida? Por quê?


Julio Gouvea – É muito difícil escolher apenas uma trilha sonora. Minha vida é marcada por diferentes fases e estilos musicais. Cada banda e cada música me remetem a momentos importantes, amizades, desafios e conquistas. Com a banda autoral, tive a oportunidade de dar um passo além: transformar sentimentos e experiências em músicas próprias. Isso faz com que a música tenha um significado ainda mais especial para mim, porque deixou de ser apenas algo que escuto e passou a ser também algo que crio.


BCF – Julio Gouvea por Julio Gouvea. Considerações finais e abraços.

Na arte do rock nos palcos
Na arte do rock nos palcos

Julio Gouvea – Tenho muito orgulho da minha trajetória na Embasa e da oportunidade de contribuir para uma missão tão importante, que é levar água tratada e saneamento à população, impactando diretamente a saúde e a qualidade de vida das pessoas. Ao mesmo tempo, acredito que todos nós precisamos cultivar nossas paixões. No meu caso, a música é esse espaço de criatividade, equilíbrio e expressão. Ela me torna uma pessoa melhor e, acredito, também um profissional melhor.

Agradeço o convite do Boletim Chão de Fábrica. Foi um prazer compartilhar um pouco do meu lado pessoal. Deixo um grande abraço a todos os colegas da Embasa.

 
 
 

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